
De cada vez que os estúdios Pixar lançam um novo filme, penso que talvez seja esse que me irá desiludir. E de cada vez, a Pixar mantém um nível de excelência que, a meu ver, os torna num dos melhores estúdios da actualidade.
Ratatouille conta a estória de Remy, um rato que tem um olfacto e paladar mais refinados do que é típico naquela espécie. Inspirado pelo famoso chef Gusteau, Remy deseja ser cozinheiro. No entanto, como seria de esperar, este sonho é difícil de realizar, pois ratos não são uma presença aceite em cozinhas.
Brad Bird volta como argumentista e realizador, tal como fez em The Incredibles. O argumento é o típico de filmes da Pixar, abordando temas como a auto-ajuda, o seguir dos sonhos, o valor da amizade, a importância da família, etc. Sim, nada de novo, mas é muito bem conseguido.
As vozes estão bem conseguidas. Gostei especialmente da do crítico de gastronomia Anton Ego (cuja voz é dada pelo venerável Peter O'Toole). Aliás, achei a personagem em si uma das mais interessantes, bem conseguidas e surpreendentes de todo filme.
Tecnicamente, o filme cumpre as espectativas. A animação mantém a qualidade a que a Pixar já nos habituou. No final dos credits afirmam, com orgulho, "100% computer animation, no motion capture involved". As expressões faciais e os gestos das personagens são deliciosos.
Digno de nota é Lifted, o short da Pixar que, mantendo a tradição, é mostrado antes do filme. Uma ideia simples e divertida que funciona muito bem.
Espero agora ansiosamente pelo próximo filme da Pixar, Wall-E, agendado para 2008. Deram-nos um curto teaser antes do filme começar, mas já foi o suficiente para eu começar a pensar se será desta que vou ficar desiludido... Espero que não.
Pontuação global: 8,7
Anyone can cook!
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